O tipo de grão que você come pode aumentar o risco de doença cardíaca, descobre novo estudo
Não são todos os tipos de grãos consumidos por uma pessoa que faz bem para a saúde, segundo um novo estudo feito no Oriente Médio. Segundo a pesquisa, certos tipos até aumentam o risco de doenças cardiovasculares, em particular a doença arterial coronariana prematura (DAC).
Aquelas pessoas que ingeriam uma maior quantidade de grãos refinados, ou seja, farinha branca, arroz, pão, cereais, bolachas, sobremesas ou doces, tinham uma propensão maior de ter a doença, comparado com aqueles que consumiam grãos integrais, como cevada, arroz integral, trigo sarraceno, milho ou aveia.
Os grãos integrais são definidos como aqueles que contêm o grão inteiro, enquanto os grãos refinados passam por um processo pelo qual são moídos e, por isso, acabam perdendo nutrientes importantes no processo.
Os pesquisadores analisaram cerca de 2 mil participantes com DAC. Todos receberam um questionário de frequência alimentar para ajudar a determinar seus hábitos alimentares e ajudar os pesquisadores a avaliar a ligação entre o consumo de grãos diferentes e o risco de DAC sem diagnóstico prévio de doença cardíaca.
O resultado do estudo foi apresentado no American College of Cardiology (ACC) Middle East 2022, juntamente com o 13º Emirates Cardiac Society Congress, que acontece em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
“Existem muitos fatores envolvidos no motivo pelo qual as pessoas podem consumir grãos mais refinados em oposição aos grãos integrais e esses casos diferem entre as pessoas, mas alguns dos fatores mais importantes a serem considerados incluem a economia e renda, emprego, educação, cultura, idade e outros fatores semelhantes”, explicou Mohammad Amin Khajavi Gaskarei, principal autor do estudo.
DAC
A doença arterial coronariana é o tipo mais comum de doença cardíaca, ocorre quando depósitos de colesterol e outras substâncias se acumulam nas artérias que levam ao coração. Sendo uma das principais causas de morte no Reino Unido.
Se não for tratada, como o tempo, esses depósitos de gordura se acumulam e eventualmente levam à insuficiência cardíaca ou à um ataque cardíaco.
