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Plano Nacional de Logística prevê ampliar a conexão entre os modais de transporte para aumentar a competitividade do setor

Decreto regulamenta escolha do fornecedor de energia por consumidores de baixa tensão Plano Nacional de Logística prevê ampliar a conexão entre os modais de transporte para aumentar a competitividade do setor 

PNL 2050 norteará o setor pelos próximos 24 anos, com expectativa de mais de R$ 1,2 trilhão em aporte para projetos de infraestrutura 

O Plano Nacional de Logística (PNL) 2050 entrou em vigor. Ele estabelece novas diretrizes para orientar a governança do setor de infraestrutura, os investimentos e a formulação de políticas de médio e longo prazo para os modais de transporte do país. O documento foi construído pelo Ministério dos Transportes e o Ministério de Portos e Aeroportos, com participação da Casa Civil da Presidência da República, do Ministério do Planejamento e Orçamento e membros do Comitê de Governança do PIT e vale já a partir desta quartafeira (12/8).

O material passa a ser, agora, um guia para que as secretarias nacionais de rodovias, ferrovias, hidrovias, aeroportos e portos estruturem seus planos setoriais, em busca de reduzir os custos e aumentar a competitividade do setor.

Na nova versão do PNL, as escolhas dos recursos aplicados tomam como base critérios mais modernos, coerentes e efetivos diante das demandas socioeconômicas dos estados, para aumentar a capacidade, conservação e a manutenção das infraestruturas dentro da atual realidade do Brasil. O material avalia as dimensões do território, as particularidades geográficas e ambientais, as distâncias a serem percorridas e os diferentes tipos de mercadorias transportadas, tanto nos fluxos de exportação quanto de abastecimento.

O mapeamento das cinco regiões do país e a definição das metas para os próximos anos, em cada eixo de transporte, apontam quais são as infraestruturas prioritárias para a atração de investimentos, estabelecendo as bases para subsidiar a elaboração do Plano Plurianual (PPA) da próxima gestão e a distribuição do orçamento entre os órgãos de governo.

A partir do novo cenário proposto, o Ministério dos Transportes estima R$ 1,225 trilhão em aportes para infraestrutura logística até 2050. Desse montante, a projeção é de R$ 734,4 bilhões em investimentos privados e R$ 490,5 bilhões em investimentos públicos.

MOBILIDADE – O PNL 2050 considera a integração territorial e a acessibilidade da população, especialmente em regiões remotas que dependem da infraestrutura para receber itens essenciais. A expansão ferroviária, o fortalecimento das hidrovias, a ampliação das operações aéreas e a manutenção de trechos terrestres integram essa estratégia. Ao definir prioridades com base nos impactos esperados sobre a economia e a sociedade, o plano busca direcionar os investimentos para projetos e regiões com maior potencial de gerar eficiência, competitividade e desenvolvimento sustentável.

CONEXÃO – O PNL 2050 foi criado a partir do Decreto nº 12.022/2024, que instituiu o Planejamento Integrado de Transportes (PIT). O documento visa identificar as necessidades e oportunidades de médio e longo prazo para a infraestrutura logística brasileira, com foco na eficiência, redução de custos, aumento da competitividade e melhor conexão entre os diferentes modais.

O Plano contou com a colaboração do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF), da Fundação Dom Cabral, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), do setor produtivo, dos estados e da sociedade civil. O objetivo foi entender as atuais insuficiências da matriz logística e apresentar soluções para os gargalos frente às necessidades de progresso do país.

Confira o Plano Nacional de Logística (PNL 2050): Link

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